terça-feira, 15 de janeiro de 2008

A fábula do potro

Ela era uma amazona cansada de montar em burros xucros. Chegou a prometer e a proferir aos sete ventos que só cavalgaria em puros-sangues, mas não deu outra: ela caiu e quebrou a cara, mais uma vez.

Não importava a raça, ela nunca dava sorte: burros xucros eram ignorantes demais e ela não tinha mais paciência com isso; puros-sangues eram muito afetados e exigiam coisas que ela achava dispensável; e os potros eram muito novos e ela sempre teve medo de passeios com eles.

Chegou a dizer que nunca mais montaria num cavalo potro, pois seu último animal desta raça a tinha abandonado no meio do descampado.

Mas ela pagou sua língua pouco tempo depois, pois um potro chamou sua atenção.

Ela se aproximou como quem não quisesse nada - já estava calejada de tantas decepções – e o potro a convidou para um passeio.

Foi tudo no seu tempo exato; logo nos primeiros metros foi constatada a harmonia, e no final a certeza da sintonia entre os dois.

Agora, nesta cavalgada, ela está com medo de cair e quebrar a cara de novo. “Mas é muito bom estar com este potro...”, pensa.

3 comentários:

Clau Bergamini disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Clau Bergamini disse...

Lindinha,

Faz assim, ó: Cavalga! Mas com certeza de que se cair pode levantar, sacudir a poeira e andar a pé, sozinha!
Quando se der conta disso não vai mais se preocupar em ir à cavalo todas as vezes!
Nossa, quanta metáfora!
Coisa de quem sabe bem sobre esses "machucados" que esse bando de pangarés deixa na gente...

beijos doces!

Jan disse...

Amour,

Faço das palavras da Cláudia, as minhas...

Je t'aime...

janzinha