Tudo começou com uma garota indo à faculdade num vestido rosa curto, de início não haveria nada demais se não fosse um bando de bárbaros tripudiarem da garota, mas isso foi só o início de uma série de notícias escabrosas que vêm pipocando em tudo que é veículo de comunicação.
O impacto foi grande com a reação de uma trupe de primatas universitários diante de uma minissaia, daí veio a sequência de horror: expulsão, Fantástico, readmissão da garota, medida disciplinar versus medida educativa, mega hair, Super Pop, Playboy e por aí vai (e não duvido nada que em breve lerei algo sobre Brasileirinhas).
Se formos pensar direito tudo iniciou errado. Qual o problema da menina ir de vestido pra faculdade? Mas o que ninguém questionou é: qual era a postura da garota pra zombaram tanto dela? Tenho quase certeza de que ela deu grandes brechas para tal reação, apesar de achar o que aconteceu uma coisa digna de Nehandertals.
E a falta de postura da faculdade? Numa universidade onde o objetivo é o lucro, o limite entre medida disciplinar e educativa é nada coeso e preciso. Sei que esta questão é pouco procedente, mas pra mim é imensamente pertinente: e o MEC nesta história? Está tão atribulado com a pataquada das provas do ENEM e do SAEB que nem se pronunciou sobre o assunto.
O pior é que agora somos obrigados a aguentar notas ridículas sobre a menina, mas mais ridículas são notas daqueles que querem tirar proveito da situação. Ler que o diretor da Playboy quer a estudante na capa por ela ser gostosa e polêmica. Desculpem, mas gostosa? Viva o Photoshop! Polêmica? Sou bem mais a fogueteira ou a jornalista do Renan Calheiros!
Eu só sei de uma coisa: estou cansada dessas notícias e de tudo relacionado a esse maldito vestido rosa. Melhor é que sei que em um futuro não muito distante ninguém mais falará sobre essa tal de Geisy, mas pena que as discussões fundamentadas que isso poderia causar, como a questão do ensino universitário, propagação de universidades particulares de baixa qualidade e a falta de qualidade do que é consumido como notícia também se perderá com o tempo.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Uma análise sobre Belluzo e a paixão pelo futebol
Muito se falou sobre a questão da arbitragem do Carlos Eugenio Simon no jogo do Fluminense contra o Palmeiras, mas muito mais se falou sobre a reação do Belluzo, presidente do Palestra.
Desde o ocorrido, tenho escutado no rádio e nas mesas redondas da TV, várias críticas a este senhor que caiu de para-quedas no mundo dos cartolas, que sempre teve atitudes que deveriam ser copiadas por muitos dos seus colegas.
É só prestar atenção nas frases do Belluzo que reparamos que ele não é um cartola qualquer, além disso, ele é um amante do seu time do coração, e consequentemente do futebol. Muitos esquecem que todos os amantes do futebol são movidos a paixão, por isso, para mim, ele é um dos cartolas que mais deve ser respeitado nesse mundo tão cheio de disse-me-disse.
O Belluzo provou que é um dirigente com sangue nas veias, digno do sobrenome italiano que carrega. Quem nunca teve vontade de dar uns sopapos depois de um erro nítido do juiz? Quem nunca falou coisas a mais e teve que ser homem suficiente pra admitir o que falou no dia anterior? Quem nunca agiu sob influência da paixão pelo seu time?
Foi exatamente isso que o senhor Belluzo fez! Agiu sob paixão. Então antes de, nós, torcedores, julgarmos as palavras do presidente do Palmeiras, dizendo que elas incitaram a violência, que não é atitude de um dirigente de clube, ou coisa parecida, vamos pegar menos pesado com essas reações passionais, da mesma maneira que respeitamos nossos amigos torcedores de outro time em discussões sobre futebol.
Desde o ocorrido, tenho escutado no rádio e nas mesas redondas da TV, várias críticas a este senhor que caiu de para-quedas no mundo dos cartolas, que sempre teve atitudes que deveriam ser copiadas por muitos dos seus colegas.
É só prestar atenção nas frases do Belluzo que reparamos que ele não é um cartola qualquer, além disso, ele é um amante do seu time do coração, e consequentemente do futebol. Muitos esquecem que todos os amantes do futebol são movidos a paixão, por isso, para mim, ele é um dos cartolas que mais deve ser respeitado nesse mundo tão cheio de disse-me-disse.
O Belluzo provou que é um dirigente com sangue nas veias, digno do sobrenome italiano que carrega. Quem nunca teve vontade de dar uns sopapos depois de um erro nítido do juiz? Quem nunca falou coisas a mais e teve que ser homem suficiente pra admitir o que falou no dia anterior? Quem nunca agiu sob influência da paixão pelo seu time?
Foi exatamente isso que o senhor Belluzo fez! Agiu sob paixão. Então antes de, nós, torcedores, julgarmos as palavras do presidente do Palmeiras, dizendo que elas incitaram a violência, que não é atitude de um dirigente de clube, ou coisa parecida, vamos pegar menos pesado com essas reações passionais, da mesma maneira que respeitamos nossos amigos torcedores de outro time em discussões sobre futebol.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Melhorias para mimos são paulinos
A irmã do meu namorado, minha amiga de infância, companheira de jazz, coreografias, piruetas e patins, está grávida e em dois meses serei tia.
Como não tenho irmãos, me contentei em ser tia dos filhos dos meus irmãos do coração, e como tia babona que sou presenteei minha sobrinha com mimos dengosos no chá de bebê realizado no último sábado.
É claro que dentre os itens presenteados estavam souvenirs são paulinos, mas tenho que fazer uma ressalva quanto aos artigos para bebês relacionados a futebol. Não sei por que, mas acho enxoval de bebê futebolístico de extremo mau gosto – e não importa de qual time seja.
Com muito custo, encontrei uma toalha e um segurador de chupeta interessantes e que mereceriam fazer parte do armário da minha sobrinha. Mas fica a dica para estilistas futebolísticos: façam roupinhas de bebês fofinhas! É possível fazer um neném permanecer cândido com fraldas e flanelas sóbrias e customizadas. Assim papais ficam contentes, mamães não ficam tão aborrecidas e titias têm mais opção do que presentear seus objetos de mimo.
Como não tenho irmãos, me contentei em ser tia dos filhos dos meus irmãos do coração, e como tia babona que sou presenteei minha sobrinha com mimos dengosos no chá de bebê realizado no último sábado.
É claro que dentre os itens presenteados estavam souvenirs são paulinos, mas tenho que fazer uma ressalva quanto aos artigos para bebês relacionados a futebol. Não sei por que, mas acho enxoval de bebê futebolístico de extremo mau gosto – e não importa de qual time seja.
Com muito custo, encontrei uma toalha e um segurador de chupeta interessantes e que mereceriam fazer parte do armário da minha sobrinha. Mas fica a dica para estilistas futebolísticos: façam roupinhas de bebês fofinhas! É possível fazer um neném permanecer cândido com fraldas e flanelas sóbrias e customizadas. Assim papais ficam contentes, mamães não ficam tão aborrecidas e titias têm mais opção do que presentear seus objetos de mimo.
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Semana Estranha
Queria saber por que sempre a semana que antecede o fim do mês de outubro é nebulosa, sujeita a chuvas isoladas e trovoadas. Seria um prelúdio do halloween ou do dia de finados?
Desde o primeiro dia útil temos céu nublado com garoa fina e chata exatamente na hora que saio do trabalho; isso quando eu saio na hora certa...
Desde a última segunda-feira espero pelo menos 45 minutos pro meu ônibus passar. Isso quando ele passa, por que ontem fiquei esperando quase uma hora e meia por um coletivo que teimava em não circular. Resultado: crise de choro, gastrite aguda e um momentâneo ódio da humanidade.
E pra completar a semana, tenho uma vertigem sem procedência; parecia que eu, mesmo sentada, cairia – perdi meu chão, tonteei e pensei que a terra acabara de tremer na maior escala Richter (é assim que se escreve?).
Mas tenho certeza de que passados os primeiros dias de novembro esta nebulosidade se dissipa e desfrutarei de belos dias de sol e céu de brigadeiro, isso quando não for surpreendida por alguma tempestade, ônibus lotado ou desastre natural.
Desde o primeiro dia útil temos céu nublado com garoa fina e chata exatamente na hora que saio do trabalho; isso quando eu saio na hora certa...
Desde a última segunda-feira espero pelo menos 45 minutos pro meu ônibus passar. Isso quando ele passa, por que ontem fiquei esperando quase uma hora e meia por um coletivo que teimava em não circular. Resultado: crise de choro, gastrite aguda e um momentâneo ódio da humanidade.
E pra completar a semana, tenho uma vertigem sem procedência; parecia que eu, mesmo sentada, cairia – perdi meu chão, tonteei e pensei que a terra acabara de tremer na maior escala Richter (é assim que se escreve?).
Mas tenho certeza de que passados os primeiros dias de novembro esta nebulosidade se dissipa e desfrutarei de belos dias de sol e céu de brigadeiro, isso quando não for surpreendida por alguma tempestade, ônibus lotado ou desastre natural.
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
O elogio "saudável"
Você acha que já ouviu de tudo depois de meio século de vida.
Você criou seus filhos, prosperou, evoluiu pessoal e profissionalmente e acha na nada mais pode tirar suas estruturas.
Mas a vida é uma caixinha de surpresas.
Você sai de uma reunião de ex-colegas de trabalho, onde a pessoa mais jovem da turma é você, e ruma para o supermercado; afinal de contas, acabou sua linhaça que auxilia no controle do colesterol e da hipertensão e o leite de soja para sua vitamina matinal fortificante de ossos.
Enquanto você passeia apressada pelos corredores do supermercado, cruza com dois homens e ouve a seguinte conversa:
- Cara, olha olha olha olha olha olha olha que coroa mais mais mais mais mais...
E o outro rebate:
- Saudável!
O que você faz? Fica lisonjeada por ainda despertar olhares jovens ou indignada com tamanha ousadia de moleques que tinham idade para ser seus filhos (ou até netos)?
O jeito é contar o acontecido para sua filha ao chegar em casa, ela automaticamente cairá na gargalhada, te chamará por um bom tempo de “saudável” e ainda por cima contará este causo em seu blog.
Você criou seus filhos, prosperou, evoluiu pessoal e profissionalmente e acha na nada mais pode tirar suas estruturas.
Mas a vida é uma caixinha de surpresas.
Você sai de uma reunião de ex-colegas de trabalho, onde a pessoa mais jovem da turma é você, e ruma para o supermercado; afinal de contas, acabou sua linhaça que auxilia no controle do colesterol e da hipertensão e o leite de soja para sua vitamina matinal fortificante de ossos.
Enquanto você passeia apressada pelos corredores do supermercado, cruza com dois homens e ouve a seguinte conversa:
- Cara, olha olha olha olha olha olha olha que coroa mais mais mais mais mais...
E o outro rebate:
- Saudável!
O que você faz? Fica lisonjeada por ainda despertar olhares jovens ou indignada com tamanha ousadia de moleques que tinham idade para ser seus filhos (ou até netos)?
O jeito é contar o acontecido para sua filha ao chegar em casa, ela automaticamente cairá na gargalhada, te chamará por um bom tempo de “saudável” e ainda por cima contará este causo em seu blog.
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Até tu, Brutus...
As férias quentes do jogador Diego em Ibiza, na Espanha
Se é pra fazer cagada, faça bem feita! Alugue um iate em Ibiza, compartilhe champagne na mesma taça, seja flagrado e perca a namorada de uma vida inteira. Tudo isso por uma cantora alemã, com nome de mãe de salvador do mundo em filme de ficção, adepta do biquini calçolão.
Se é pra fazer cagada, faça bem feita! Alugue um iate em Ibiza, compartilhe champagne na mesma taça, seja flagrado e perca a namorada de uma vida inteira. Tudo isso por uma cantora alemã, com nome de mãe de salvador do mundo em filme de ficção, adepta do biquini calçolão.
terça-feira, 21 de julho de 2009
Procura-se um novo palco
Há tempos estou descontente com minha vida profissional. Sinto que ela não tem um rumo definido e não vejo perspectivas de melhorias a curto prazo e para melhorar essa situação sigo procurando uma oportunidade.
Estou cadastrada em todos os sites de emprego gratuitos, faço dinâmicas, testes, avaliações psicotécnicas, concursos. Torço todos os dias para meu celular tocar me convidando para uma nova entrevista ou me dando uma resposta positiva, mas até agora nada – só bato na trave.
Mas estou decidida a mudar meu palco para atuar em coisas que realmente gosto e me dão prazer, então seguirei na onda de concursos de programas de TV, menos Big Brother, que não é muito minha cara. Por isso, quem souber de alguma novidade em concursos e/ou oportunidades de emprego, me comunique!
Estou cadastrada em todos os sites de emprego gratuitos, faço dinâmicas, testes, avaliações psicotécnicas, concursos. Torço todos os dias para meu celular tocar me convidando para uma nova entrevista ou me dando uma resposta positiva, mas até agora nada – só bato na trave.
Mas estou decidida a mudar meu palco para atuar em coisas que realmente gosto e me dão prazer, então seguirei na onda de concursos de programas de TV, menos Big Brother, que não é muito minha cara. Por isso, quem souber de alguma novidade em concursos e/ou oportunidades de emprego, me comunique!
terça-feira, 30 de junho de 2009
Alguma coisa está fora da ordem
Estou na USP desde 2003 e nunca acompanhei uma greve de longe, não que eu fosse uma ativista ferrenha nesses anos passados, mas era diretamente afetada – sem aulas, sem acesso à biblioteca, comprometendo todo meu cronograma anual.
Nos primeiros anos de faculdade era bem mais ativa; participava de reuniões e assembleias, expondo minhas opiniões diante das reivindicações. Mas depois de dois anos de vida acadêmica e três paralisações, vi que a coisa era sistemática: todo mês de maio tínhamos um indicativo de greve. Com isso, passei a ser uma expectadora nem sempre militante do movimento grevista.
Só voltei a atuar novamente, dessa vez de forma indireta, na greve de 2007, mesmo não concordando com a invasão do prédio da Reitoria, mas por ver que naquele ano havia uma reivindicação sustentável por parte dos alunos.
Mas agora, neste ano de 2009 a coisa está diferente. Não piso na USP há mais de um ano e é a primeira greve que acompanho exclusivamente através dos meios de comunicação de massa e depois da reportagem feita pelo CQC, apresentada ontem, não pude me furtar de expor minha indignação diante da atual imprensa brasileira.
Cito primeiramente o CQC por achar que o “humorístico-político” da Band iria veicular todos os lados da atividade grevista, fato que, infelizmente, não ocorreu. Se detiveram a um pequeno grupo da FEA que nem mobilizados estavam para exigir o retorno às aulas. Se militassem realmente pela não-greve, estou certa que conseguiriam adesões com o “pessoal de ciências humanas”, como eles chamaram.
Em nenhum momento da reportagem vi um aluno da FFLCH ser entrevistado, aluno este que sofre com a falta de repasse de verbas para a melhoria nas condições de aprendizagem. Enquanto a FEA tem a melhor lanchonete do campus, com pães de queijo a R$ 3, e salas com ar-condicionado de última geração, a FFLCH conheceu ventiladores nas suas salas mais utilizadas apenas em 2005!
Outro meio de comunicação que por preguiça ou falta de tempo escreveu matéria sobre a Greve na USP sem bases fundamentadas foi O Estado de São Paulo. Pensava que por ser um editorial, o assunto seria abordado com vagar e análise, mas mais parecia uma reportagem de jornal marrom, que pouco se importa com a veracidade e com todos os pontos de vista relevantes a este tema.
A imprensa brasileira, que passa por uma das suas maiores crises, com o fim da obrigatoriedade do diploma e com o boom da Internet, onde a informação pipoca a cada momento, deveria se concentrar no jornalismo de qualidade para de destacar dessas enxurradas de informações que estamos suscetíveis e oferecer ao seu público todas as informações necessárias para a formação de uma opinião, não uma opinião já formada.
Eu, como integrante da comunidade uspiana sei o que acontece na universidade e todos os problemas enfrentados por alunos, professores e funcionários, mas e quem crê que a USP é um lugar dos sonhos que só aliens conseguem entrar, o que pode pensar?
Nos primeiros anos de faculdade era bem mais ativa; participava de reuniões e assembleias, expondo minhas opiniões diante das reivindicações. Mas depois de dois anos de vida acadêmica e três paralisações, vi que a coisa era sistemática: todo mês de maio tínhamos um indicativo de greve. Com isso, passei a ser uma expectadora nem sempre militante do movimento grevista.
Só voltei a atuar novamente, dessa vez de forma indireta, na greve de 2007, mesmo não concordando com a invasão do prédio da Reitoria, mas por ver que naquele ano havia uma reivindicação sustentável por parte dos alunos.
Mas agora, neste ano de 2009 a coisa está diferente. Não piso na USP há mais de um ano e é a primeira greve que acompanho exclusivamente através dos meios de comunicação de massa e depois da reportagem feita pelo CQC, apresentada ontem, não pude me furtar de expor minha indignação diante da atual imprensa brasileira.
Cito primeiramente o CQC por achar que o “humorístico-político” da Band iria veicular todos os lados da atividade grevista, fato que, infelizmente, não ocorreu. Se detiveram a um pequeno grupo da FEA que nem mobilizados estavam para exigir o retorno às aulas. Se militassem realmente pela não-greve, estou certa que conseguiriam adesões com o “pessoal de ciências humanas”, como eles chamaram.
Em nenhum momento da reportagem vi um aluno da FFLCH ser entrevistado, aluno este que sofre com a falta de repasse de verbas para a melhoria nas condições de aprendizagem. Enquanto a FEA tem a melhor lanchonete do campus, com pães de queijo a R$ 3, e salas com ar-condicionado de última geração, a FFLCH conheceu ventiladores nas suas salas mais utilizadas apenas em 2005!
Outro meio de comunicação que por preguiça ou falta de tempo escreveu matéria sobre a Greve na USP sem bases fundamentadas foi O Estado de São Paulo. Pensava que por ser um editorial, o assunto seria abordado com vagar e análise, mas mais parecia uma reportagem de jornal marrom, que pouco se importa com a veracidade e com todos os pontos de vista relevantes a este tema.
A imprensa brasileira, que passa por uma das suas maiores crises, com o fim da obrigatoriedade do diploma e com o boom da Internet, onde a informação pipoca a cada momento, deveria se concentrar no jornalismo de qualidade para de destacar dessas enxurradas de informações que estamos suscetíveis e oferecer ao seu público todas as informações necessárias para a formação de uma opinião, não uma opinião já formada.
Eu, como integrante da comunidade uspiana sei o que acontece na universidade e todos os problemas enfrentados por alunos, professores e funcionários, mas e quem crê que a USP é um lugar dos sonhos que só aliens conseguem entrar, o que pode pensar?
terça-feira, 23 de junho de 2009
O porquê do futebol
Essa de me candidatar à musa de futebol me fez repensar o porquê que gosto tanto do esporte bretão – não o motivo pelo qual escolhi meu time do coração, mas por que raios eu deixo de sair aos domingos e durmo tarde nas noites de quarta-feira só para ver um jogo de futebol que nem sempre é do meu time.
Pelo que me lembrava, nunca tive influências que me fizessem gostar de futebol: minha mãe é corinthiana não-praticante e meu pai diz que torce pelo o Santo André (é um torcedor frustrado do Palestra dos anos 60/70!).
Mas dia desses revirei meu baú de recordações infantis e constatei: gosto de futebol por causa do meu avô. Convivi com ele apenas oito anos, mas foram os anos mais mágicos da minha vida. Com ele, aprendi que deficiência física não é motivo para falta de alegria. Adorava seus beijos na testa – até hoje sinto sua barba cerrada na minha fronte. Ele foi o primeiro homem a me chamar de “meu amor”.
Nas tardes de sábado depois de seu banho de sol na calçada e de conversar com o bairro inteiro que cruzava sua frente, eu o levava em sua cadeira de rodas até a frente do seu televisor preto e branco para assistir o seu Santos jogar. Na frente da TV não falávamos nada, apenas víamos umas imagens mal definidas vindas da antena com Bombril e quando o gol acontecia só dávamos um sorriso um para o outro.
Não entendia de futebol, mas já o compreendia como uma maneira de aproximar as pessoas. Hoje, ainda o concebo assim: futebol é uma forma de estar perto daqueles que amo e do meu avô.
Pelo que me lembrava, nunca tive influências que me fizessem gostar de futebol: minha mãe é corinthiana não-praticante e meu pai diz que torce pelo o Santo André (é um torcedor frustrado do Palestra dos anos 60/70!).
Mas dia desses revirei meu baú de recordações infantis e constatei: gosto de futebol por causa do meu avô. Convivi com ele apenas oito anos, mas foram os anos mais mágicos da minha vida. Com ele, aprendi que deficiência física não é motivo para falta de alegria. Adorava seus beijos na testa – até hoje sinto sua barba cerrada na minha fronte. Ele foi o primeiro homem a me chamar de “meu amor”.
Nas tardes de sábado depois de seu banho de sol na calçada e de conversar com o bairro inteiro que cruzava sua frente, eu o levava em sua cadeira de rodas até a frente do seu televisor preto e branco para assistir o seu Santos jogar. Na frente da TV não falávamos nada, apenas víamos umas imagens mal definidas vindas da antena com Bombril e quando o gol acontecia só dávamos um sorriso um para o outro.
Não entendia de futebol, mas já o compreendia como uma maneira de aproximar as pessoas. Hoje, ainda o concebo assim: futebol é uma forma de estar perto daqueles que amo e do meu avô.
terça-feira, 26 de maio de 2009
O Unicórnio: não duvide de uma lenda
Nunca fiz questão de passear de carro, só gostava de passear nas novas motos que meu pai ou meu tio compravam quando eu era criança; gostava de subir naquelas motocicletas enormes e sentir o vento no meu rosto e nos meus cabelos numa simples e ingênua volta no quarteirão. Os anos se passaram e as motos se tornaram um trauma depois da minha primeira aula prática de direção, quando bati num Vectra e caí feito jaca no chão junto com a moto. E carro não passava de um meio de transporte estressante, mas necessário, apesar de adorar pegar uma via calma e sentir que o mundo está em minhas mãos.
Mas a vida é uma caixinha de surpresas... e acabei sendo convidada para um passeio de carro. Não um carro normal, ou conversível, ou de luxo, mas um carro velho!...Tá bom... um carro antigo (predicado dado à revelia).
Trata-se de um Opala 1975, que apelidei de “unicórnio”. Afinal de contas, o carro era uma lenda: nunca o tinha visto andar. E para me provar que o carro não era mais uma lenda e que andava, e muito, o dono dele me convidou para um passeio, que, com certeza, foi uma experiência única.
Entrando no carro, sento naqueles bancos de corrida, super desconfortáveis, que se tornaram mais desconfortáveis depois de ser amarrada àqueles cintos de quatro pontos que mais parecem instrumentos de tortura.
O carro é ligado; um barulho infernal vem junto com um cheiro forte de combustível. Não sei de onde provinha minha dor de cabeça: por motivos olfativos ou auditivos. De repente passo a me sentir dentro de uma batedeira; tremia mais que telha frouxa em dia de ventania quando o acelerador era acionado.
É hora do passeio. Por momentos perguntava pra mim mesma porque fui implicar com aquele carro, era só um motivo pra encher o saco do dono, uma zoação, nada mais... Mas já tinha mexido com a onça, então agora eu tinha que aguentar as consequências, e rumamos para a 23 de maio. Sim! Ele colocou aquele carro pra correr na 23 de maio! Uma das avenidas de maior movimento de São Paulo, inclusive aos domingos. E na primeira oportunidade a potência do carro é exigida e chegamos a mais de 150km/h – isso pelas contas do condutor, já que o carro nem velocímetro tem! Minha reação imediata foi tapar meus olhos com as mãos – se eu morresse não veria nada.
Nunca senti as leis da inércia tão fortes no meu corpo. Percebia meu peito avançar e recuar a cada frenagem ou aceleração. Pensei que Newton e Einstein adotariam novos exemplos para seus postulados se tivessem a mesma experiência que eu e poderiam repetir seus testes, pois as acelerações que sofri seriam necessárias para provar qualquer nova teoria.
A brincadeira, por fim, termina, preciso de ajuda pra me desamarrar daquele monte de cintos e descer do carro. Minhas pernas bambas respondiam à pergunta: Outro passeio?
Isso tudo serviu pra eu nunca mais duvidar de uma lenda e pra ter certeza de que Newton e Einstein deixariam a física se tivessem que passar pelo que eu passei.
Mas a vida é uma caixinha de surpresas... e acabei sendo convidada para um passeio de carro. Não um carro normal, ou conversível, ou de luxo, mas um carro velho!...Tá bom... um carro antigo (predicado dado à revelia).
Trata-se de um Opala 1975, que apelidei de “unicórnio”. Afinal de contas, o carro era uma lenda: nunca o tinha visto andar. E para me provar que o carro não era mais uma lenda e que andava, e muito, o dono dele me convidou para um passeio, que, com certeza, foi uma experiência única.
Entrando no carro, sento naqueles bancos de corrida, super desconfortáveis, que se tornaram mais desconfortáveis depois de ser amarrada àqueles cintos de quatro pontos que mais parecem instrumentos de tortura.
O carro é ligado; um barulho infernal vem junto com um cheiro forte de combustível. Não sei de onde provinha minha dor de cabeça: por motivos olfativos ou auditivos. De repente passo a me sentir dentro de uma batedeira; tremia mais que telha frouxa em dia de ventania quando o acelerador era acionado.
É hora do passeio. Por momentos perguntava pra mim mesma porque fui implicar com aquele carro, era só um motivo pra encher o saco do dono, uma zoação, nada mais... Mas já tinha mexido com a onça, então agora eu tinha que aguentar as consequências, e rumamos para a 23 de maio. Sim! Ele colocou aquele carro pra correr na 23 de maio! Uma das avenidas de maior movimento de São Paulo, inclusive aos domingos. E na primeira oportunidade a potência do carro é exigida e chegamos a mais de 150km/h – isso pelas contas do condutor, já que o carro nem velocímetro tem! Minha reação imediata foi tapar meus olhos com as mãos – se eu morresse não veria nada.
Nunca senti as leis da inércia tão fortes no meu corpo. Percebia meu peito avançar e recuar a cada frenagem ou aceleração. Pensei que Newton e Einstein adotariam novos exemplos para seus postulados se tivessem a mesma experiência que eu e poderiam repetir seus testes, pois as acelerações que sofri seriam necessárias para provar qualquer nova teoria.
A brincadeira, por fim, termina, preciso de ajuda pra me desamarrar daquele monte de cintos e descer do carro. Minhas pernas bambas respondiam à pergunta: Outro passeio?
Isso tudo serviu pra eu nunca mais duvidar de uma lenda e pra ter certeza de que Newton e Einstein deixariam a física se tivessem que passar pelo que eu passei.
Assinar:
Postagens (Atom)
