quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

A cena perfeita para a mulher quase feita

Ela era mulher quase feita, estava nos seus 20 poucos anos, seus desejos e algumas aspirações eram fruto de muitos filmes e literaturas bem groselhas vistos nos tempos ociosos da adolescência.

Dentre os mil filmes vistos na solidão da puberdade, um marcou sua vida. Não tinha nenhuma coisa de excepcional, era mais uma película de tema adolescente, daqueles bem açucarados, que pega uma crônica de Shakespeare e a molda para uma linguagem hollywoodiana.

Porém continha uma cena que a tocou. Em seus devaneios românticos ela sonhava com tal prova de amor. Que mulher nunca desejou isso?: o mocinho bad-boy, gatinho, com seus olhinhos pequenos e sorriso sincero, ultrapassando a barreira do ridículo e sendo ele mesmo, cantando uma música só para você com todo mundo vendo e ouvindo.



Até hoje esta mulher em formação ainda deseja que alguém faça isso por ela, nem precisa ser a mesma música, nem subornar o maestro da banda, nem fugir de policiais, o que ela quer mesmo é ser querida por um homem realmente especial.

* Já imaginava escrever este texto há um tempo, mas a morte de Heath Ledger, ator que deu vida a esta cena, me fez publicar este texto também como homenagem.

2 comentários:

André Henriques disse...

Uma demonstração de amor é sempre muito especial e bom tanto de receber quanto de fazer! =)



Tb fiquei chateado com a morte do rapaz, ele era engraçado. Gostava do filme Coração de Caveleiro, muito bom! Que ele fique em paz... =/

Clau Bergamini disse...

Mas não espera, amiga...
Quando o sentimento for de verdade, a declaração vem, como diria a minha irmã "Assinzinho, do jeitinho que vc quer!"
Concordo com o Dé!
É bom fazer e receber declarações...
beijinhos e saudades!