domingo, 13 de janeiro de 2008

Traição inusitada

Infelizmente já sofri muitas traições e de diversos tipos: de amigas, de namorados, da minha própria consciência, mas traição como a última, nunca!

Namorei uma pessoa especial durante mais de um ano (se não fosse especial, não namoraria com ela) e o relacionamento acabou por vários motivos que foram desde o desgaste até a negligência, porém o pior de tudo é descobrir que você foi traída. E tomei conhecimento desta traição após alguns meses do namoro acabado.

Podem falar o que quiserem, mas a função de namorada de músico não é das mais agradáveis. É legal ter o seu nome na guitarra do cara, entrar e beber de graça nos barzinhos que ele toca, conquistar novas amizades (que foram os melhores frutos que colhi no último ano), mas é horrível ter que lidar com pseudo-fãs, horários malucos de ensaios e não poder viajar porque em tal final de semana a banda terá show.

E quando você alia um relacionamento em crise com um namorado-músico indiferente, a coisa tinha que desandar e o rapaz acabou pisando feio na bola.

O namoro já ia de mal à pior fazia um tempo, tínhamos terminado algumas vezes, voltamos, mas nada dava jeito. Eu estava impaciente com o rumo que as coisas estavam tomando e cansada de só eu estar preocupada com o relacionamento, depois de mais um ato de negligência dele, decidi terminar aquilo de uma vez por todas, e dessa vez sem volta!

Liguei pra ele no sábado de manhã dizendo que iria a casa dele pra gente conversar, ele disse que não estaria em casa, pois tinha que ensaiar mais cedo. Na hora questionei:

- Mas o ensaio de vocês é só à tarde! O que você vai fazer lá mais cedo?
- Temos que resolver uns assuntos da banda antes de ensaiar pra valer.

Não sei por que mais aquela explicação não me convenceu. De noite ele me ligou, ignorando o fato de eu querer “discutir a relação” e me intimando para ir a casa dele. Abalada com aquela atitude, acabamos discutindo e o namoro terminou por telefone mesmo.

Mas isso não era nada! Como disse, descobri a traição no meio de uma conversa com uma amiga depois de algum tempo já descomprometida, porém ainda magoada.

Depois de narrar para ela toda a discussão por telefone, a negligência e a falta de carinho do cara, que poderia muito bem esperar um pouco antes de ir para o ensaio e resolver suas pendências musicais, ela dispara:

- Sábado de manhã? Assuntos da banda? Sabe que assuntos eram esses? Antes de ensaiar naquele dia, os meninos ficaram empinando pipa!

Revolta! Indignação! O cara preferiu empinar pipa a ficar comigo? Quantos anos ele tem? Nove?! Pensei que aquele namoro valia alguma coisa pra ele, mas não! Vale menos que algumas folhas de seda, coladas em varetas amarradas com linha. Nunca pensei que uma coisa tão valiosa fosse trocada por outra tão barata.

Um comentário:

Clau Bergamini disse...

Amiga...
Essa história eu já sabia, mas vai por mim: melhor ser traída por uma pipa!
Ok, te entendo, a indiferença é de matar!
Mas pensar que tem uma outra (ou outrasssssssss) na jogada, é de matar qualquer ser humano.
beijocas