sábado, 21 de março de 2009

A solução para o meu desemprego

Faz dois meses que decidi regressar às estatísticas de desemprego brasileiro e desde então distribuo meu currículo pelo campo internético e me cadastrando em todos os sites de emprego que oferecem este serviço de maneira gratuita (abaixo Catho e Manager, bah!).

São nestes sites que me vem a dúvida mais latente: “Vaga Pretendida”. Como formada em letras tenho um vasto mercado que eu posso me inserir: professora, secretária, tradutora, editora, revisora, pesquisadora e por aí vai… mas vai pra onde?

Nunca dei aula antes e morro de medo dos adolescentes de hoje com seus visuais emo e adoradores de bandas que nunca ouvi falar (nossa, pareço uma senhora de 25 anos falando, daquelas que nunca aproveitou a vida… tsc). Secretária: minha mãe exerceu essa profissão durante toda sua vida e nunca achei que ela fosse plenamente realizada, fora que ser secretária é ser babá de velho, e isso eu não quero! A USP não forma tradutores; posso contar nos dedos as aulas de tive de tradução e creio que se aprendi a fazer isso, foi fora da faculdade, que preza por formar pesquisadores. Ser pesquisadora: tenho um projeto em mente que ocupará meus estudos até minha livre docência, mas eu preciso de um emprego, de dinheiro e de uma ocupação – sobram as duas outras opções: revisora ou editora.

Tenho experiência nesses dois campos, mas o negócio está complicado. Exigências absurdas, salários parcos e muita gente, como eu, sendo número em estatísticas. O que fazer?

Não sei onde eu vi, mas faz muito tempo, só sei que o entrevistado em questão e aspirante a celebridade foi crítico de filme pornô numa situação mais ou menos parecida com a minha: sem ocupação, sem dinheiro e precisando de emprego.

Isso me fez pensar: quer profissão melhor que essa? Você fica o dia inteiro assistindo a uns filminhos mais ou menos em casa, escreve qualquer baboseira, publicam, uma massa de ninfomaníacos lê – porque só ninfomaníacos devem ler esse tipo de coisa - e você ainda ganha por isso, correndo o risco de ser um expert no assunto, já que poucos (muito menos mulheres) têm coragem de assumir que assistem a esse tipo de filme e o pior, ainda escrevem de maneira embasada sobre gemidos forçados, caras e bocas horripilantes, locações bizarras, figurinos grotescos e atuações nada expressivas. Quer saber… está decidido! Serei crítica de filme pornô!

7 comentários:

kju disse...

tzÉ uma profissão tão nobre quanto ser político, por exemplo. A putaria é a mesma.

E lembre-se: não panflete seu currículo.


Bjinhos

Fabio Henrique Kuzuoka disse...

Será que está nascendo a mais nova Rubens Ewald Filho do cenário erótico ????

André Henriques disse...

Manu, você tinha que ser comentarista de futebol e desbancar aquelas mulheres da SporTv.

http://www.youtube.com/watch?v=qSm-N72wkL8


Fora que ainda será musa do Brasileirão! Eu acredito!

Nell disse...

kkkkk valeu pela risada que me arrancou logo pela manhã, adorei seu texto rs

Piá Minghini disse...

Oi Manu,
Tu nao me conhece, mas eu faco um curso com uma amiga sua. Eu meio q busco blogs e acabei caind no seu, dai li este texto de looking for a job, bom se tu es formadas em letras e estiver afim de entrar numa jornada cmpletamnte nova pode ser que eu tenha uma vaga para secretaria bilingue!
logo mais vto a te comunicar a respeito!!
Abs

Anônimo disse...

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI67756-15220,00-PORNO+FEITO+POR+MULHERES+PARA+MULHERES.html

Digão 8P disse...

Oi Manu, eu acho que voce deveria ser comentarista de futebol tambem, voce entende muito de futebol..